sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Capitalizar a Marca “Chaves”. O que falta?

Na sequência da minha abordagem à competitividade territorial, e tal como prometido, vou procurar hoje fazer uma breve referência a um dos aspectos mais relevantes na tentativa de ganhar vantagem nesta corrida – o “capital marca” de um território.

Desengane-se quem pensa que a competição se faz apenas com base nos recursos existentes num determinado território, sejam eles naturais, humanos ou infra estruturais. A competição tem cada vez mais de marketing, e por isso a capacidade de difundir uma imagem positiva do território, é fundamental para o sucesso deste. Como à mulher de César, não basta “sê-lo”, é preciso “parece-lo”.

O “capital marca” de um território potencia uma ligação sinérgica com o desenvolvimento económico, contribuindo, quer para atrair e fixar pessoas e empresas, quer para favorecer o “co-branding”, através da extensão da imagem e atributos da marca do território, aos produtos e clusters locais, promovendo novas e múltiplas centralidades no território.

Neste contexto, as técnicas de “branding” usadas pelos territórios para identificar e comunicar os seus atributos e mais-valias, constituem-se como um precioso instrumento ao serviço da competitividade territorial.

Já aqui foi dito de diversas formas, e é inegável para todos os que aqui habitam ou que nos visitam, que Chaves é um território rico em recursos e história. Não nos falta, portanto, matéria para o desenvolvimento de uma marca territorial forte e de sucesso.

A ausência de um Plano de Marketing Territorial para a marca “CHAVES” é, na minha opinião, uma lacuna grave no processo de desenvolvimento económico e social do território. Os riquissimos recursos termais, turísticos, históricos, gastronómicos e outros, disponíveis no território, têm que ser promovidos de forma articulada e estruturada sobre uma imagem de marca forte e coesa, que permita transmitir a quem não nos conhece, todo o nosso potencial e valor.

Em primeiro lugar, é preciso captar a essência de “Aquae Flaviae” e sintetizá-la numa imagem de marca atractiva. Os profissionais do marketing saberão obviamente como fazê-lo!

Depois, é preciso acreditar mais nesta marca e nesta terra, e promovê-las melhor, abandonando de uma vez por todas, iniciativas desgarradas que apenas “tapam buracos” e absorvem recursos. Os responsáveis políticos, os empresários e cidadãos em geral, serão capazes de reconhecer a necessidade de unir esforços e cooperar, em torno de um sonho e um objectivo comum.

E por fim, cabe a cada um de nós flavienses, ser todos os dias os melhores “vendedores” do nosso território, conhecendo e divulgando o que tem de melhor, com o amor e orgulho que Chaves nos merece.

Fácil não é?

Ana Coelho

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SOCIAL DEMOCRACIA

Sá Carneiro queria “um País em que, um dia, os idosos tivessem presente e os jovens tivessem futuro”.
Nesta frase, elementar e intensa, condensou o objetivo social-democrata que continuamente o inspirou.
Na tomada de posse do seu Governo de Aliança Democrática (1980/01/03), declarou:
“A pessoa é a medida e o fim de toda a atividade humana e a política tem de estar ao serviço da sua inteira realização. Essa é a nova regra, o novo início, a nova meta”.
Sá Carneiro sempre soube ser, ao mesmo tempo, estrategicamente intransigente e taticamente eficaz.
Intransigente, nos valores e fundamentos da sua visão sobre a social-democracia, arrastando e vencendo oposições internas.
Eficaz, no aproveitamento evolutivo das conjunturas, modificando com rapidez as opções instrumentais e ganhando, em cada lance, mais espaço político á esquerda.
Os pilares e opções de fundo da sua visão permaneceram invariantes e ele foi inabalável na convicção e brilhantismo com que as defendeu.

Sá Carneiro dizia que o Estado deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço do Estado.
Que, à pessoa, o Estado deve dar mais, em troca do que lhe pede, ou pedir menos do que lhe pode dar.
Que os governos se devem preocupar mais com as próximas gerações do que com as próximas eleições.
Que os governos devem, em simultâneo, ajudar a criar mais riqueza e distribui-la com mais justiça.
Que devem governar acima dos interesses de sectores e classes, e assumir a responsabilidade de decidir, depois de ouvir todos os que devem ser ouvidos.
Sá Carneiro queria uma sociedade civil forte, para se defender dos abusos do Estado, e para ser a força motriz de novas liberdades individuais.

Mas queria também que o Estado fosse forte, para estimular a criação da riqueza, gerar igualdade de oportunidades e justiça social e colocar, na primeira linha das prioridades políticas, a solidariedade e o apoio aos pobres e desfavorecidos. Um Estado necessário e suficiente.
Há, na matriz da social-democracia de Sá Carneiro, originalidade e portugalidade e há também uma premonição sobre o futuro que a torna atual.

Ele verbalizava que a social-democracia está muito mais adaptada do que o socialismo democrático à sociedade pós-industrial, à sociedade do conhecimento e da informação.
Esteve certo no seu tempo e inspira-nos no nosso tempo, nunca deixando de afirmar a originalidade dos valores e fundamentos da sua visão social-democrata.

O primado do Homem sobre o Estado, o personalismo cristão, a natureza interclassista do PSD, a liberdade, como condição necessária, mas não suficiente, de uma vida plena, a justiça e a solidariedade social, como métodos contra as desigualdades e o egoísmo.
Isso porém, não o livrou de ser acusado de liberal, logo nessa altura, por parte de outros, ideologicamente situados mais à esquerda.
Demonstrou que a social-democracia precisa, em simultâneo, da pulsão liberal e de um Estado prioritariamente social.

Hoje, como nesse tempo, precisamos de maior liberdade e de menor e melhor Estado.
“Em democracia, tudo deve ser simples e relativo, e nada deve ser encarado sem o sentido da proporção e sem um mínimo sentido de humor. Mas nada pode ser encarado, e sobretudo resolvido, sem o sentido da realidade”.

Os problemas atuais são diferentes, mas a bravura e clareza de que precisamos são iguais, para definirmos novas prioridades voltadas estrategicamente para o porvir.

Mas, como proferia um general francês “Na estratégia, decisiva é a sua aplicação.”

Nelson Montalvão
 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O PLANEAMENTO ESTRATÉGICO e o PLANO DIRETOR MUNICIPAL

O PLANEAMENTO ESTRATÉGICO


O Planeamento Estratégico é, num contexto macroeconómico e social como o actual, que se encontra marcado pela incerteza, um instrumento que se assume de grande importância na gestão e apoio à decisão, visto que o seu alcance é verdadeiramente abrangente já que é a partir dele que o Município direcciona oportunidades, seleccionando acções capazes de lhe dar resposta.

O estudo/enquadramento estratégico não se baseia na premissa de como será o Município no futuro mas antes fazer com que as acções, de natureza económica e social, que se tomam hoje conduzam a um Município mais moderno e humanizado amanhã.

É assim, um instrumento de orientação para o desenvolvimento das actuações municipais, um processo de selecção de estratégias centrais, de projectos e acções com objectivo de potenciar o desenvolvimento municipal e diminuir as debilidades existentes.

O desafio da construção de um processo de planeamento estratégico consiste essencialmente no reconhecimento de identidades e potencialidades que o Município/Região apresenta, assim como no estudo e identificação dos elementos capazes de provocar a sustentação económica e social alinhada com os desafios globais de desenvolvimento.


PLANO DIRETOR MUNICIPAL

Instrumento que define a Estratégia de desenvolvimento

O Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, em desenvolvimento da Lei n.º 48/98, de 11 de Agosto, é o diploma que estabelece as bases da política de ordenamento do território e de urbanismo e que definiu o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, adiante RJIGT, enquadra a figura do PDM nos PMOT sendo um plano que, ”com base na estratégia de desenvolvimento local, estabelece a estrutura espacial, a classificação básica do solo, bem como parâmetros de ocupação, considerando a implantação dos equipamentos sociais, e desenvolve a qualificação dos solos urbano e rural.”

O PDM estabelece assim, de acordo com o disposto no artigo 84.º “a estratégia de desenvolvimento territorial, a política municipal de ordenamento do território e de urbanismo e as demais políticas urbanas, integra e articula as orientações estabelecidas pelos instrumentos de gestão territorial de âmbito nacional e regional e estabelece o modelo de organização espacial do território municipal.”

A utilidade do estudo/enquadramento estratégico para Chaves, compreendido no processo de revisão do Plano Director Municipal, torna-se imprescindível na medida em que é ciente a importância do Município se adaptar ao contexto global, assumindo as suas particularidades como mais-valias competitivas.

Neste domínio a construção de uma política de desenvolvimento coesa, assente no diagnóstico das potencialidades e debilidades do município, afirma-se como instrumento chave para alcançar resultados a longo prazo, assentes numa visão concertada do futuro, que passa pela concepção de apostas estratégicas, indicadores de sucesso e um conjunto de projectos estruturantes a desenvolver ao nível do território em análise.

Com efeito, a Carta Europeia do Ordenamento do Território define como objectivo do Ordenamento do Território a promoção do desenvolvimento social e económico, a melhoria da qualidade de vida, a gestão responsável dos recursos naturais, a protecção do ambiente e a utilização racional do território. È justamente deste mosaico de factores que saem as propostas do Plano e, por isso mesmo, a fase de caracterização em que o PDM se encontra é decisiva para se entender o balanço entre estes desígnios do ordenamento do território. Tudo porque o território é um recurso valioso, complexo e, muitas das vezes, frágil que reflecte as interdependências entre factores ambientais, económicos, sociais e culturais.

De facto, na União Europeia, o território destaca-se como conceito vertebrador das políticas de desenvolvimento, da coesão dos territórios e dos processos de construção social, económica e politica. Ao mesmo tempo, emergem novas orientações da forma de administrar o território e de implementar as politicas, com especial ênfase para a distribuição de funções e responsabilidades entre os diferentes níveis de governo e os processos subjacentes de negociação e criação de consenso.

Mas o território como construção social que também é possui a componente humana, organizativa e administrativa que sobre ele ou partes dele tem responsabilidade de salvaguarda ou de acção. Esta multiplicidade de agentes ou actores impõe dimensões negociais polissémicas. Estas são alvo de concertação em sede de Comissão de Acompanhamento plenária, ou em reuniões sectoriais específicas em ordem a debater aspectos particulares do processo de desenvolvimento preconizado.

Apesar da amplitude conceptual, balizada entre acções de regulação do uso do solo (instrumentos de planeamento) e as iniciativas para a promoção do desenvolvimento dos territórios e das populações (instrumentos de desenvolvimento), o ordenamento do território configura uma ferramenta incontornável da política de desenvolvimento sustentável, um instrumento nuclear para a actuação dos poderes públicos, e uma temática de enorme importância para os próximos anos.

A emergência do planeamento estratégico é o resultado da necessidade de intervir globalmente sobre o quadro social e económico do desenvolvimento e de melhorar a eficácia dessas intervenções garantindo a articulação e cooperação entre os actores do desenvolvimento. O objectivo é ultrapassar as insuficiências e as dificuldades dos sistemas de planificação tradicional uma vez que regulamentam muito mais do que estimulam; concentram o papel motor e o poder de decisão mais do que repartem a responsabilidade na iniciativa e no consenso; privilegiam a alteração das estruturas edificadas; e não são plataformas dinamizadoras de acções a empreender de forma conjunta (DGOTDU).

Na reflexão sobre os processos estratégicos de desenvolvimento municipal ter-se-á de estabelecer uma forte ligação ao quadro urbano, nomeadamente ao universo da cidade de Chaves, cidade de média dimensão uma vez que esta, como todas as cidades, configura actores sociais complexos e multidimensionais, que exercem um papel de articulação entre as instituições públicas e sociedade civil, através da acção colectivas e conjunta. O protagonismo da cidade, no mundo contemporâneo, impulsionado por importantes movimentos de democratização política, leva a referir, no quadro de uma política municipal a necessidade de um projecto de cidade para um ano horizonte estimulante, tornando-as competitivas no quadro de cidades similares.

Assim um plano estratégico ou um documento de desenvolvimento estratégico, inserido numa figura de planeamento municipal especifico e bem determinado como o PDM, configura a definição de um projecto de cidade, município ou região, que unifica diagnósticos, combina e concretiza iniciativas publicas e privadas e estabelece um quadro de mobilização e de cooperação dos actores sociais e económicos. È assim um instrumento incontornável de apoio á tomada de decisão e em simultâneo, um conjunto de propostas e partilhas de responsabilidade.

Carlos Augusto Castanheira Penas

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Liderança - “Limitem-se a ser vocês mesmos” – Parte 2


Aposto que já ouviram muitas vezes este conselho. Dizem-nos que sejamos nos mesmos antes de uma entrevista para um emprego, ou num primeiro encontro, para nos ajudarem a acalmar e aliviar a pressão. Na realidade, é muito mais difícil sermos nos mesmos do que a maioria das pessoas está pronta a admitir.

As pessoas, o povo, reconhecem e seguem os que são genuínos, aqueles que caminham pela vida nos seus próprios termos, que se mantêm verdadeiros em relação às suas crenças e que não recuam perante as adversidades, que têm a capacidade de serem eles mesmos até nas situações mais duras.

Muitas vezes, o que torna mais difícil em sermos nos mesmos, é nem sempre sabermos exatamente aquilo que somos. Requer tempo e experiência desenvolver a confiança e o conhecimento necessários para o fazer com êxito, saber quem realmente somos, os nossos limites.

Ser um grande líder, é um processo para toda a vida.. Mesmo quando se atinge o topo, o grande objetivo de uma vida pessoal ou profissional, nunca se poderá deixar de trabalhar sobre ele mesmo. Teremos de continuar a tentar saber quem somos e como poderemos crescer e melhorar.

O sonho comanda a vida, e sermos nos mesmos é a plataforma mais simples, real e poderosa de atingirmos os objetivos propostos.

Hugo Silva

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

APOSTAR NA JUVENTUDE

O PSD Chaves é o partido dos jovens.

O PSD Chaves aposta na juventude flaviense.

O futuro de Chaves será o que for a sua juventude.

Cada vez mais são os jovens que estão a protagonizar as mudanças que o mundo está a sofrer.

Os jovens social-democratas têm revelado, nos locais de trabalho tal como nas escolas, que o seu ideário e a sua prática pertencem tanto ou mais ao futuro do que ao passado ou ao presente.

O futuro de Chaves passa cada vez mais pelo PSD e pela JSD. Chaves precisa de cidadãos portadores de esperança e de inconformismo. A JSD tem sabido ser em cada momento um referencial de esperança. A procura de soluções novas passa por se potenciar a capacidade de diálogo e inconformismo da juventude.

Na força e na determinação de ambos, PSD e JSD, enfrentaremos os desafios do desenvolvimento, com verdade, trabalho e competência. Com os jovens, e com o seu apoio e, participação estamos levar a cabo as mudanças necessárias a uma sociedade que se quer mais justa e moderna.

É necessário, também, que a juventude encontre resposta, no curto prazo, a alguns dos seus mais legítimos anseios, em especial no que se reporta à minoração do bloqueio actual ao acesso ao primeiro emprego. O trabalho por conta própria representa uma oportunidade valiosa para os jovens aplicarem as suas competências e poderem decidir sobre o seu próprio emprego. O interesse e potencial dos jovens enquanto futuros empresários deve ser fortemente encorajado, estimulando o espírito e as aptidões empresariais.

Apostar na juventude é, assim, um desígnio de ambição, confiança e esperança e é isso que o PSD Chaves se dispõe a oferecer aos flavienses, com sentido do dever, espírito e escrúpulo do cumprimento da palavra. Queremos assumir com os flavienses um compromisso de verdade.

Todos por Chaves
Verdade - Trabalho - Competência
António Cândido Monteiro Cabeleira

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Liderança - O Significado


Liderança é uma palavra muito abstracta.. Todo e cada um de nos tem uma perspectiva diferente na altura de "usarmos" essa palavra.. Para mim, significa definir objectivos concretos, por as pessoas a trabalhar em equipa, fazê-las ultrapassar esses mesmos objectivos definidos e celebrar o sucesso depois de convencer os mais cépticos.
Existem três questões fundamentais para o sucesso de qualquer líder..

1- qual a decisão que conseguem imaginar que fará crescer o seu negocio, ou terá impacto na sua vida?
2- quem precisam de afectar, influenciar ou levar connosco para ser bem sucedido?
3- o que é necessário construir, mudar ou reforçar para atingir esse objectivo?
Estarmos atentos e com muita perspicácia, é o alicerce para qualquer sucesso. A capacidade que cada um tem para atingir os objectivos pretendidos, tem muito a ver com a forma de vermos o mundo, com o nível de educação e inteligência de cada um.

 Recordo-me sempre da história de dois sapateiros que chegam a um novo País. Para surpresa deles, a maior parte dos habitantes andavam descalços. Um dos sapateiros avalia a situação e fica muito desanimado, pois as pessoas não usam sapatos. O outro fica super entusiasmo pois quase ninguém usa sapatos, e isso significa um grande mercado.
A forma como um líder vê e avalia cada situação, será vital no seu sucesso..
Hugo Silva

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Problema existe, onde está a solução?

Portugal em geral e Chaves em particular, vivem as consequências de anos de desgoverno. Estamos todos sujeitos a um programa de reajustamento económico-financeiro, que foi negociado pelo PS, que há pouco mais de um ano dizia que o então governo liderado por José Socrates, tinha conseguido um bom acordo e que este acordo defendia Portugal.
O então governo negociou o referido programa e para a minha surpresa e provavelmente para a surpresa de muitos a Troika, composta por pessoas competentes, não duvido disso, consegui em poucas semanas traçar o perfil dos defeitos portugueses, encontrar soluções para esses problemas e ao que parece, consegui convencer o governo anterior que tinha encontrado o caminho para defender os interesses portugueses.
Impõem-se duas questões: 1.Porque é que o governo Socrates necessitou da ajuda externa para descobrir tudo o que vai mal em Portugal? 2. Se o governo Socrates ficou convencido que tinha feito o melhor para Portugal, porque demorou tanto a pedir ajuda externa e ao que parece, o anterior primeiro-ministro teve sérias dificuldades em dar o “braço a torcer”, tendo sido “forçado” pelo seu então ministro das finanças.
Não pensem os mais distraídos, que este artigo é mais um ajuste de contas com o passado. De facto apenas se pretende introduzir e situar o cerne da questão.
O anterior Governo negociou este acordo, que alegadamente era bom para Portugal e defendia os interesses de Portugal. O actual Governo mostra-se esforçado, mas impotente para o cumprir integralmente. Tal impotência deve-se não à passividade do actual Governo, mas sim a factores que não estão no controlo do Governo, nomeadamente na parte da receita do estado. A verdade é que cada vez é mais provavel que Portugal não cumpra o défice de 4,5% conforme se tinha comprometido.
Qual é a consequência deste incumprimento? Será que devemos desistir, conforme é pedido pela esquerda politica? Eu penso que não podemos desistir. Por um lado já foram dados passos significativos em direcção ao reajustamento pretendido. Por outro lado não deve nem pode ser destruido o esforço já feito, para que alguns se sintam mais confortáveis. Nesta fase cabe relembrar que muitas familias já sofreram as consequências de uma sociedade consumista, alimentada por uma banca insaciável e confortada por um poder politico irresponsavel, sempre mais preocupado com questões acessórias, de que com questões importantes.
De relembrar, que num passado recente o parlamento se preocupou mais com o aborto, com o casamento homosexual etc., do que com a regulamentação da banca, com os diversos problemas do supervisor, o Banco de Portugal, etc.
O endividamento das familias subia como um foguete, numa qualquer festa de verão, mas os politicos (de todos os partidos) estavam mais preocupados e negociar lugares em inumeras instituições públicas.
O que se lamenta profundamente é que são sempre os mesmos a pagar as incurias dos nossos governantes, bem como dos deputados que devem agir segundo a sua consciência, mas que uma vez que entram no parlamento esquecem tudo o que conhecem e viveram, para se subordinarem uma uma lógica cega de lealdade partidária, subscrevendo cegamente as decisões de quem suportam politicamente.
A titulo de exemplo basta referir que a actual direcção do PS Chaves, quando estava no parlamento, nunca levantou a sua voz contra nenhuma decisão governamental, antes pelo contrário, teve sempre uma postura de lealdade e subserviência enquanto vice-presidente da bancada parlamentar, cargo que enaltece a própria e honra a cidade de Chaves.
Voltando ao que disse no inicio deste artigo, foi o PS que negociou o programa que nos oprime a todos. Segundo o entendimento do PS, este acordo é um bom acordo e defendo Portugal. Desse acordo consta por exemplo a reestruturação administrativa, com a qual também não concordo, mas consta desse acordo. A actual lider do PS Chaves era então vice-presidente da bancada parlamentar do PS e nunca levantou a sua voz contra as medidas negociadas pelo seu partido que tanto defendeu e surpreendam-se os mais distraídos, agora é contra qualquer agregação de freguesias no concelho de Chaves. Eu também sou contra, mas a verdade é que foi aprovada um lei que surge no seguimento do acordo negociado pelo governo Socrates, que repito “é bom para Portugal” e defende Portugal.
Também refere a actual lider socialista que vai continuar a lutar contra as portagens na A24. Desejo-lhe do fundo do coração exite nessa luta. No entanto não posso deixar de reiterar que as portagens nas ex-SCUT foram impostas pelo Sr. Primeiro Ministro Socrates, politico apoiado pela bancada PS, da qual a actual lider socilaista de Chaves era vice-presidente.
O PS, partido politico que muito respeito e que teve um papel importante na luta pela liberdade no nosso país, tem-nos habituado na actualidade a cambalhotas mirabolantes e parce-me que a actaul liderança socialista de Chaves, seguindo o exemplo da liderança nacional, pretende demarcar-se completamente do PS anterior. Das duas uma: ou a Dra. Paula Barros reconhece que estava errada e merece o meu respeito e consideração, todos erramos, ou então a Dra. Paula Barros apenas pretende cavalgar a onda dos politicos, fazendo discursos de ocasião, querendo tirar proveito de questões menores, para fazer esquecer o seu passado politico recente e não me merece qualquer credibilidade.
Como referi anteriormente não faço julgamentos de valor, nem acertos de contas, apenas constato, que estamos numa fase em que os paradigmas anteriores já não servem. Necessitamos de pessoas que queiram servir a causa pública de uma forma desinteressada e séria.
A verdade é que no nosso país criaram-se nichos, em que o povo português de uma forma legal se alimentou de impostos, que todos nós pagamos, chegando ao ponto em que não conseguimos gerar suficiente receita para tanta despesa. Lembro-me de ouvir que o ajuste financeiro seria feito prioritáriamente do lado da despesa, cortando-se nas “gorduras”. O que vejo são facadas nas costas e os gordos continuam,cada vez com mais dificuldade é verdade a alimentar-se do esforço dos magros.
Este artigo pretende chamar a atenção para as dificuldades em que vivemos, fruto de opções politicas anteriores, não apenas do anterior Governo, mas de muitos anteriores governos de todoas as cores e quadrantes politicos.
Eu pela parte que me toca, tenho propostas alternativas à austeridade, aos impostos, às taxas, às multas, etc. Não me limito a não querer isto ou aquilo, devem apresentar alternativas, se queremos ser sérios.
Gostaria de ver aqui representadas as opiniões alternativas dos nossos politicos locais. Tragam alternativas para a mesma de discussão e parem de se esconder átras de manobras politicas ocas. Eu pela parte que me toca sou bastante prático: não me interessa quem faz as coisas, interessa-me que elas sejam feitas. O actual paradigma politico é diferente, quem está na oposição critica tudo o que os outros fazem, no executivo já concordam com as ideias dos outros, vendendo-as como suas e vive-versa. Julgo portanto que quem tem contributos positivos para ajudar a resolver a actual situação de Portugal deve apresentar esses contributos, mesmo que sejam outros atirar proveito dessas ideias.
Temos todos desafios complexos pela frente e devemos todos equacionar as melhores soluções para os problemas que enfrentamos em comum. Muitos esquecem-se que estamos no mesmo barco. Não iremos sobreviver, se quem está ao nosso lado naufragar. Iremos invariavelmente ao fundo.

Marco Silva

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Missão Criteriosa do ser humano

       Uma verdade irrefutável ressalta em todo o contexto da vida humana: é a de que o homem, para edificar, tem que lutar. É na ação construtiva, é pela luta que o ser humano encontra satisfação para as carências e grandes esperanças.
       O ser humano que dedica aos seus empreendimentos, todas as suas energias, encontra a verdadeira realidade da sua missão na vida. O esforço persistente, a sã dedicação e a ação edificante oferecem lições que não se encontram nos livros, nem no testemunho dos outros.
       Os gigantes do trabalho, da verdade, da persistência, da coragem, da determinação e da competência nunca falharão no mandato, para que forem investidos. O homem que se dedica à realização útil e consistente de qualquer coisa, capaz de satisfazer alguma necessidade social ou individual, encontra satisfações que o animam nos momentos de dúvidas e incertezas.
       Os que trabalham, que se esforçam com ânimo e valor, despertam em si mesmo, cada dia, novas energias e propósitos, com que conquistarão novas vitórias, envolvendo outros.
       A conquista do êxito de cada missão exige, além de outras qualidades, o pensamento claro, forte e nobre e uma poderosa inteligência, capaz de pensar e discernir as coisas com objetividade. Espírito firme, mente aberta, atenção a todos os detalhes e muita persistência, são características que confecionam vencedores.
       Só os vencedores cumprirão todas as missões nas quais forem investidos. Possuem senso de humor, persistência, grande energia, conhecimento em expansão, empatia, respeito pelos outros, inteligência de perdoar, capacidade de trabalho, serenidade e atitude positiva.
       É da investidura nestes missionários que a sociedade flaviense e portuguesa precisam.

      Outros são fortes na tendência para culpar ou criticar os outros, na falta de empatia, no ressentimento, na demagogia e na utopia, na mente fechada, na acomodação, na inatividade, no egoísmo, no medo da responsabilidade e na pouca flexibilidade. Normalmente fracassam nas missões para as quais se candidatam ou são investidos.
      Não existe sorte ou acaso. O destino e a missão de cada homem estão nas suas mãos.
    
      É incumbência constante de cada um de nós, possuidores duma atitude positiva, grata com quem generosamente ajuda a ir adiante, vigorosa e entusiasmada pelos vencedores, transmitir, contagiar e contaminar a todos, com verdade, determinação e sem hipocrisia, até os mais céticos.

José Joaquim Lima