quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

VERDADE E CONSEQUÊNCIA (POST II)

Verdade:
O governo do PS de José Sócrates e da entusiasta apoiante Paula Barros, acabou com o Hospital Distrital de Chaves e integrou-o no Centro Hospitalar.

Consequência:
O Hospital de Chaves está um caos, perdeu mais de metade dos médicos, valências e serviços.

Verdade:
A Drª Paula Barros esteve sempre de acordo com a integração do Hospital de Chaves no centro Hospitalar. A Drª Paula Barros em conferência de imprensa, tendo ao seu lado a Enfª Chefe e Vogal da Administração, Emília Carneiro, afirmou que “os números falam por si, o Hospital de Chaves está melhor”.

Consequência:
O Hospital de Chaves, gerido pelo Dr. Carlos Vaz e pela Enfª Chefe Emília Carneiro, com o apoio do governo PS e da deputada Paula Barros, transformou-se, era o excelente Hospital Distrital de Chaves, hoje é uma simples Unidade Hospitalar.

Verdade:
O governo do PS de José Sócrates e da incondicional apoiante Paula Barros, acabou com a maternidade do Hospital de Chaves. A Drª Paula Barros esteve ao lado do Ministro de má memória, Correia de Campos, no dia em que o Ministro veio a Chaves comunicar o encerramento da maternidade.

Consequência:
Hoje os filhos dos Flavienses nascem em Vila real. Tem diminuído o número de nascimentos. As grávidas sentem-se desprotegidas.

Verdade:
A Drª Paula Barros nunca foi a favor da criação da Unidade Local de Saúde. A Drª Paula Barros nem sequer assinou a Petição para a criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega.

Consequência:
Enquanto o governo foi do PS e da fervorosa apoiante Paula Barros, o Hospital de Chaves degradou-se, porque o PS Chaves não soube colocar-se ao lado dos flavienses contra o centralismo de Lisboa e de Vila Real.

Verdade:
O Arq. António Cabeleira, enquanto deputado, liderou todo o processo para a criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega, desde a organização da petição, apresentação de projeto de resolução, conciliação e negociação com os Grupos Parlamentares para a aprovação de um único projeto de resolução e defesa convicta quando da discussão. A Drª Paula Barros só criou obstáculos.

Consequência:
Enquanto o governo foi do PS não aconteceu nada. Hoje com o governo do PSD já foi elaborado e apresentado o “Estudo prévio para a criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega”.


Estará para breve a substituição do Conselho de Administração liderado pelo Dr. Carlos Vaz e sempre apoiado pela Dr.ª Paula Barros.

Hoje voltamos a ter esperança.

 Júlio Jesus

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

INCONSISTÊNCIA DA CANDIDATURA DO PS À CÂMARA MUNICIPAL DE CHAVES (I)




O Retrocesso
A Dr.ª Paula Barros afirma:
  1.  “Uma das minhas motivações é o reconhecimento do grave retrocesso que observo em Chaves”;
  2. “Com a objetividade dos números. … entre 2001 e 2011 Chaves perdeu 2424 pessoas.”
Brilhante conclusão. Então vejamos:
  • Guimarães perdeu 1452 habitantes.Guimarães património da humanidade, capital europeia da cultura, Pólo da Universidade do Minho,…, teve em 2001-2011 retrocesso.
Assim, a gestão socialista é a autora do “retrocesso”;
  • Amarante perdeu 3374 habitantes, Fafe perdeu 2124 habitantes e Santo Tirso perdeu 866 habitantes.
Assim, todos estes concelhos, de gestão socialista, tiveram retrocesso e a culpa é dos respetivos executivos municipais.
  •  Porto, Póvoa de Varzim, Espinho, Coimbra, Guarda e Covilhã, perderam população, sendo, portanto, sinónimo de “retrocesso”.
  • Montalegre, como se vê no gráfico seguinte, foi o concelho que mais perdeu população. 
  •  Na lógica da Dr.ª Paula Barros, Montalegre foi o concelho que teve o mais grave “retrocesso” em Trás-os-Montes e a gestão socialista responsável pelos destinos do Município de Montalegre é a autora do “retrocesso”.


A Dr.ª Paula Barros esqueceu/omitiu o que dizem os factos:
  •    A perda de população é um fenómeno nacional explicado pela acentuada quebra da natalidade, da total ausência de políticas demográficas por parte de sucessivos governos e do contexto europeu de competitividade e crescimento económico.
Entre 2005-2011 em Chaves ocorreu realmente um retrocesso:
  •     A desqualificação do Hospital Distrital de Chaves, cuja autoria foi o governo de José Sócrates e da grande apoiante Paula Barros.
De facto, a desqualificação do Hospital de Chaves e a sua integração no Centro Hospitalar de Vila Real, provocou um retrocesso e perda de população.
Porque é que a Drª Paula Barros nunca questionou a integração do Hospital, antes afirmando que a anexação trazia mais-valia.
A mais-valia foi a perda de valências (maternidade, urologia, urgência de cardiologia) e o encerramento de serviços (cozinha, lavandaria, economato, central telefónica).
Os políticos precisam de ter memória e já era tempo de a Dr.ª Paula Barros pedir desculpa aos Flavienses.
Estamos, com tais argumentos, perante uma total inconsistência e um enorme vazio de ideias.
Precisamos de ideias inovadoras que levem ao desenvolvimento do nosso concelho.

2013-01-21
O Gabinete de Imprensa do PPD/PSD Chaves

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

TERMAS DE CHAVES - UMA APOSTA ESTRATÉGICA

        As Termas de Chaves são uma das principais apostas estratégicas da gestão social-democrata do Município de Chaves.
 
     Começamos por requalificar o balneário, onde foram já investidos aproximadamente 2 milhões de euros, tendo sido modernizado aos mais diversos níveis, desde as condutas, depósitos, torre de arrefecimento, espaços físicos, até aos mais modernos equipamentos.
 
     O balneário vai brevemente entrar numa nova fase de modernização, tendo sido já aprovado o projeto de execução e a abertura de concurso público para a obra do AQUAE – Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-estar.

    A intervenção consiste na ampliação e requalificação do edifício das Termas e da zona envolvente, dotando o espaço de uma melhor adequação às exigências físicas e funcionais, melhores condições de segurança, de serviço, conforto e acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada.

   Pretende-se que o centro de competências AQUAE seja: Um centro inovador na área do uso sustentável da água, contemplando a prestação de serviços, principalmente na área da saúde e bem-estar, gestão e controlo de qualidade, do desenvolvimento e inovação tecnológica e de transferência de tecnologia; Um centro de desenvolvimento de projetos de investigação e de experimentação; Um espaço de formação de competências e de divulgação do conhecimento científico e experimental.
    
    O valor do investimento desta nova fase está fixado em 3,3 milhões de euros (Iva não incluído), devendo a mesma ficar concluída no prazo de um ano.

   As Termas de Chaves constituem-se como o principal centro dinamizador do turismo de Chaves e da Região Flaviense. Segundo o INE o número de dormidas dos últimos anos em Chaves é superior a 100.000.

    Com mais de 100.000 dormidas anuais, Chaves é o principal destino turístico de Trás-os-Montes.

António Cândido Monteiro Cabeleira
Verdade-Trabalho-Competência
Todos por Chaves

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Caros Flavienses, Amigos e Companheiros.

O atual momento de crise, a insegurança quanto ao futuro, os fortes constrangimentos e os desequilíbrios injustificados, exigem de todos nós critérios e normas de conduta de exigência que vençam conveniências e interesses mesquinhos. É tempo de enfrentar os desafios do desenvolvimento com verdade, trabalho e competência.

Consciente da dura realidade que o país vive, o PSD, fiel aos seus princípios, continuará a trabalhar no sentido de proporcionar aos Flavienses, com a determinação e verticalidade de que tem dado mostra, desenvolvimento e confiança num futuro melhor.

Assumo a responsabilidade de ser candidato à Câmara Municipal de Chaves pelo PPD/PSD.
Estou convicto que sob a nossa liderança e com um grande sentido de responsabilidade, o
PSD tem condições de ganhar eleições e participar de uma forma decisiva no desenvolvimento sustentável e modernidade do concelho de Chaves.

Temos de transformar esta crise num momento de oportunidade. Acreditamos que é possível, acreditamos nos Flavienses.

Em meu nome e do PSD Chaves, desejo a todos os flavienses um feliz Natal e que o ano de 2013 seja o princípio de um novo e longo período de prosperidade.

António Cândido Monteiro Cabeleira
Todos por Chaves
Verdade – Trabalho – Competência






Caros amigos:
Sou natural de Angola, mas por força da descolonização tive que vir para a mãe pátria. De todo o mal que esse acontecimento teve para mim e para a minha família, quis Deus, talvez como compensação, abençoar-me com a vinda para Chaves, cidade que adotei e onde resido há 36 anos, onde constituí família e criei inúmeras amizades.
Por aqui exerço as funções de Técnico de Finanças há mais de 26 anos, onde procurei sempre solucionar os problemas dos contribuintes, tratando um idoso como se fosse o meu pai, um jovem como meu filho e todo e qualquer cidadão com todo o respeito, simpatia e profissionalismo, independentemente do seu extrato social.
Perfeitamente integrado na sociedade flaviense, foi com enorme honra e orgulho, que aceitei candidatar-me à presidência de Junta da Freguesia de Santa Maria Maior.
Procurarei constituir uma equipa dinâmica, interventiva, conhecedora da realidade da freguesia, onde se misturará juventude e pessoas com as mais variadas experiencias de vida, e que tudo fará para solucionar os problemas que quase todos os dias tocam à porta das pessoas, por mais insignificantes que pareçam.
Desejo a todos um Natal cheio de paz e harmonia em companhia dos amigos e da família. Que a passagem deste ano renove e revigore em todos nós a esperança de saúde, prosperidade, bem-estar e felicidade.
Rui Louro
Candidato a Presidente da Junta
de Santa Maria Maior



JSD-Chaves


Enquanto Presidente da JSD de Chaves, mas principalmente enquanto jovem flaviense, quero deixar uma mensagem de esperança e de confiança a todos os jovens da minha Cidade nesta época religiosa que é marcada pelo encontro da Família, toda reunida à mesa, num espírito fraterno e de reconciliação por vezes, mas sempre vincado pela tolerância, pela compreensão e pelo amor.
A época natalícia por si só já nos transmite uma clara mensagem de esperança, de felicidade e confiança para os dias de hoje e de amanhã, sobretudo para aqueles que, como nós, acreditam que o futuro tem Futuro em Chaves!
Aproveito para desejar que todos, sem exceção, possam viver esta época festiva da melhor forma, junto dos vossos familiares e daqueles que mais amam. Da mesma forma, desejo que 2013 seja um ano repleto de saúde, paz, amor, trabalho e muitas vitórias para todos os jovens flavienses. E, sobretudo… sejam felizes!

Em nome de todos os elementos da equipa da JSD de Chaves que se dedica 365 dias por ano aos Jovens e a Chaves, votos de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo!


Mulheres Sociais-Democratas (MSD) de Chaves organizaram I Encontro de Mulheres do Alto Tâmega e Barroso sobre "Defesa dos Direitos das Mulheres"




O Encontro realizou-se em Chaves a 29 de setembro e teve como oradoras a Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Dr.ª Teresa Morais, que falou sobre “Violência sobre as mulheres: a persistência de uma realidade intolerável”, referindo os números e as medidas implementadas pelo Governo para combater este flagelo e para apoiar as vítimas, e a Deputada Manuela Tender, que se debruçou sobre a “Construção de estereótipos de género”, ilustrando, com recurso a textos de diversas tipologias e momentos históricos, como se têm construído os estereótipos de género em Portugal.
O debate que se seguiu foi moderado pela Dr.ª Lia Araújo e foi muito participado, bem como o jantar-convívio que encerrou este I Encontro.

As Mulheres Sociais-Democratas de Chaves continuarão a trabalhar em prol da defesa dos direitos das mulheres e do combate a todas as formas de discriminação e de violência de que muitas, infelizmente, ainda são vítimas.




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pastel de Chaves vê delimitada área geográfica de produção


Através do Aviso 15568/2012, publicado em Diário da República de 21 de novembro, o pastel de Chaves vê circunscrita a sua área geográfica de produção ao concelho de Chaves, onde terão de ocorrer todas as fases de produção e acondicionamento do produto para que possa ostentar a denominação de “pastel de Chaves”, para evitar riscos de manipulações indesejáveis, de contaminações microbiológicas e evitar quebras na rastreabilidade do produto.

Este é o culminar de um processo complexo que se arrastou durante vários anos (a imprensa fá-lo remontar a 2004) e que implicou trabalho, determinação e competência por parte da Autarquia na elaboração de um rigoroso caderno de especificações visando a defesa do património coletivo de todos os Flavienses.

O pastel de Chaves, em forma de meia-lua, composto por uma camada exterior de massa folhada com um recheio à base de carne de vaca no interior, produto de sabor e textura únicos, é considerado por muitos apreciadores como o melhor pastel de massa folhada do mundo. Numa altura em que este produto comemora o seu 150.º aniversário, esta indicação geográfica protegida possibilitará a salvaguarda das suas características peculiares e evitará, também, que se descaracterize e se deslocalize a sua produção, já que desempenha um importante papel na economia do concelho, nas suas cadeias de produção, acondicionamento e comercialização.

Contribui-se, desta forma, para a valorização, reconhecimento público e proteção do verdadeiro pastel de Chaves e para a preservação de um setor de atividade e de um património gastronómico umbilicalmente ligados a Chaves.

Chaves convida, por isso, todos os leitores a saborearem um “pastel de Chaves”…

Manuela Tender

domingo, 25 de novembro de 2012

DILEMA DO PRISIONEIRO


Da Teoria dos Jogos e Afins

O Dilema dos Prisioneiros é um jogo muito famoso, estudado em Teoria dos Jogos, que representa bem o dilema entre cooperar e trair, e que pela atualidade, merece sempre a nossa atenção e reflexão.

Resumidamente, a história é a seguinte. Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia não tem provas suficientes para os condenar, então separa os prisioneiros em salas diferentes e oferece a ambos o mesmo acordo:

  1. Se um dos prisioneiros confessar (trair o outro) e o outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre, enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos;
  2. Se ambos ficarem em silêncio (colaborarem um com o outro), a polícia só pode condená-los a 1 ano cada um;  
  3. Se ambos confessarem (traírem o comparsa), cada um cumpre 5 anos de cadeia.


Cada prisioneiro toma a decisão sem saber a escolha do outro – eles não podem conversar. Como vai reagir o prisioneiro? Existe alguma decisão racional a tomar? Qual seria a sua decisão? Cada jogador quer ficar preso o menor tempo possível, ou seja, maximizar o seu resultado individual. Qual a melhor decisão?

Em Teoria dos Jogos (e na vida real também…), trair é a Estratégia Dominante, ou seja, aquela que apresenta o melhor resultado independente da decisão do outro jogador. O grande problema do Dilema do Prisioneiro, é que este equilíbrio não é o melhor resultado possível, pois existe outra possibilidade que é melhor: se ambos colaborarem (ficarem em silêncio), cada um fica apenas com um ano de prisão.

Este dilema, é uma abstração de situações comuns, onde a maximização do interesse individual, conduz à traição mútua, enquanto que a colaboração, melhoraria a situação de ambos. Poderíamos pensar, que isto só ocorre porque as pessoas não podem conversar e concertar ações, mas tal não é necessariamente verdade. Você quer colaborar (ficar em silêncio), mas quem garante que o seu parceiro fará o mesmo?
Qual é a sua confiança no outro jogador? Quem lhe garante que no último instante ele não o vai trair, justamente sabendo que você vai colaborar?

Este Dilema só se coloca, porque a defesa dos interesses individuais, sobrepõe-se quase sempre à defesa dos interesses coletivos, ainda que todos saiam vencedores com uma estratégia de defesa dos interesses comuns! Criamos e vivemos numa sociedade individualista e egoísta, onde todos se concentram no seu próprio umbigo, com claros prejuízos para a coletividade, e consequentemente para nós próprios.

O Dilema do Prisioneiro, é na verdade um Dilema da Confiança…o Dilema do nosso país e dos nossos dias!

Ana Coelho

sábado, 24 de novembro de 2012

Ser ou não ser …


A qualidade dos valores: verticalidade, dignidade, correção, lealdade, nobreza. …

No trabalho e na vida quer individualmente quer em equipa, nem sempre as nossas ideias//propostas são as que reúnem mais consenso e aprovação pela maioria.
Respeitar as decisões assim tomadas e procurar inverter a situação, mas sempre de forma nobre e séria, até conseguirmos que as ações falem por nós, devia ser apanágio de qualquer ser humano.
A vida é feita de momentos favoráveis e menos favoráveis. Compete-nos aproveitar, quando aparecem os primeiros e lutar para que os segundos sejam ultrapassados.
Nesse percurso não devo atropelar ninguém mas sim lutar, com lealdade, dignidade e abnegação, para que chegue a minha vez. Também não posso ser ingrato nem desleal.
O ser humano não deve “saborear envaidecido” falando do que faz, mas sim, desejar humildemente que o que faz fale por si.
Ter ambição na medida certa é salutar, ter ambição desmedida e sede de protagonismo sem respeito pelos princípios da correcção, da gratidão e da lealdade é nociva.
As palavras, servem para nos entendermos, mas é quando elas espelham o que nos vai na alma.
Quando as utilizamos para esconder as intenções são mafiosas.
Procuremos, se não todos mas a maioria, trabalhar para o bem comum, com nobreza e lealdade.
Eu esforçar-me-ei por trabalhar desta forma, aproveitando o curso natural das coisas, pois só consigo estar com os dois pés assentes no mesmo lado da barricada. Jogar em dois lados e de várias formas não consigo.
Na melhor das hipóteses, jogo mal nos dois.
Quando as ações contrariarem as palavras, só posso dizer:  “até à próxima” e procurar ou empreender outro rumo sempre de forma nobre e honradamente, pois só ajuda quem não atrapalha.


Todos por Chaves
Verdade-Trabalho-Competência
José Joaquim Lima

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Direito à Justiça


Dizia eu no início do meu último post, que “a indignação num estado democrático deve ser educada, pedagógica e constante, mas sem insultos, difamação e má  educação  De outro modo, é contraproducente e não consegue atingir o objetivo pretendido”. Volto a esta frase, desta vez para realçar, a manifestação de indignação e luta empreendida pelos advogados de Chaves ao longo desta semana, e que com certeza se estenderá pelas seguintes.

Aproveitando um evento que concentra milhares de pessoas, os advogados compareceram em massa na Sessão de Abertura da Feira dos Santos, e desfilaram em protesto pelas ruas, durante os dias da Feira, chamando a atenção da população, para as graves alterações que estão a ser propostas no âmbito do novo mapa judiciário, que em muito irão penalizar os cidadãos aqui residentes.

Questionada sobre o impacto desta reforma no interior do país, a ministra Paula Teixeira da Cruz admite que as mudanças não são pacíficas, mas nega que a reforma esteja a "desertificar o Interior". Com certeza a Senhora Ministra não vive no interior do país, e desconhece portanto as implicações de uma deslocação de 140 kms de viagem e 15 euros de portagens, para prestar declarações ou estar presente num julgamento.

Ocorre-me perguntar, onde fica neste caso a preocupação com a produtividade das empresas e do país, quando se pede a um cidadão que se percorra uma tal distância, suportando os elevados custos com combustíveis e portagens inerentes, e perdendo por conseguinte um dia de trabalho. Quantos feriados terão que ser eliminados para repor esta perda de produtividade? Isto para já não falar na obstrução ao direito à justiça, que a medida representa. Quem menos recursos tem, passará com certeza a pensar duas vezes antes de recorrer aos tribunais!

Preocupados com estes e outros problemas, os advogados locais convocaram para o próximo dia 7 de Novembro pelas 10h no Largo General Silveira, uma manifestação de indignação contra a desclassificação e desvalorização do Tribunal de Chaves, na qual todos os flavienses devem comparecer, para com dignidade defender e lutar pelos seus legítimos direitos e interesses.

Ana Coelho

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PSD CHAVES TOMA POSIÇÃO SOBRE A REFORMA DO SISTEMA JUDICIÁRIO


Exma Senhora
Ministra da Justiça
Dra. Paula Teixeira da Cruz
Praça do Comércio
1149 – 019 Lisboa


Assunto: Reforma do Sistema Judiciário.


1 - A secção de Chaves do PSD, tendo tomado conhecimento da proposta de lei para a reforma da organização judiciária, vem pelo presente contribuir para um aperfeiçoamento da mesma, uma vez que entende ter condições, para fornecer os elementos necessários, a fim de mitigar uma proposta de lei, que a ser aprovada, tal como está causará um impacto socioeconómico significativo na região do Alto-Tâmega.

2 - O projeto de Decreto-Lei sobre o regime de organização e funcionamento dos tribunais judiciais, prevê que o atual Tribunal da Comarca de Chaves passa a ter a sua integração orgânica na Comarca de Vila Real, desdobrando-se esta em instâncias centrais, com competência, em regra, para toda a área geográfica correspondente à dita Comarca, que passa a integrar secções de competências especializadas – civil, criminal, trabalho, família e menores, execuções e instrução criminal – e instâncias locais que integram secções de competências genéricas.

3 - Analisada a proposta de lei e o seu impacto a nível regional, constata-se, que o Tribunal Judicial da Comarca de Chaves, sofrerá uma diminuição de valências, que causará mais um esvaziamento social e económico. O concelho de Chaves, tem sofrido uma redução/subtração de serviços públicos, que somado a esta proposta de lei, tal qual ela está prevista, levará à diminuição da atratividade do concelho e em consequência levará a uma desestruturação do tecido empresarial e aumento da desertificação, já por si iniciada por outras decisões políticas, como a integração do Hospital Distrital de Chaves no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. A perda de postos de trabalho inerente à diminuição do tecido empresarial será ainda mais severo, tendo em conta a fragilidade económica da região.

4 - Não podem existir duvidas, que a redução das valências atualmente existentes no Tribunal Judicial da Comarca de Chaves, aumentará necessariamente o sentimento de ausência da tutela do direito. A justiça terá de estar ao serviço das populações e dos operadores económicos. Com esta reforma, nem as populações, nem os operadores económicos verão satisfeitas as suas naturais aspirações. A justiça de proximidade, tão amplamente publicitada pelo Ministério da Justiça, não só não se verifica no caso de Chaves, como resulta exatamente no inverso.

5 - A realidade territorial desmente a teoria da justiça de proximidade. Na versão atual da proposta de reforma, o Tribunal de Chaves perde as grandes instâncias, ou seja o atual círculo judiciário, passando os processos ordinários e os processos coletivos a ser tramitados e julgados em Vila Real. Os números de processos dos Tribunais de Chaves e Vila Real comprovam, que o Tribunal de Chaves em nada é menor, que as pendências de Vila Real, sendo que em certas áreas o número de processos na Comarca de Chaves é superior aos da Comarca de Vila Real, como já exposto em vários documentos enviados ao Ministério pela Delegação da Ordem dos Advogados e pelo Município de Chaves, aos quais nunca se teve a dignidade de responder ou até confirmar “in loco”. A realidade é que o Tribunal de Chaves dista 74km do Tribunal de Vila Real. Este número ganha outra dimensão, quando se considera a dimensão geográfica dos concelhos do Alto Tâmega. As vias de comunicação existentes, obrigam os flavienses a deslocar-se ou pela A24, autoestrada, antiga SCUT, que agora tem as portagens mais caras do país ou pela estrada nacional n.º 2, estrada que sofreu um desinvestimento considerável e que dificulta a deslocação a Vila Real.

6 - Acresce que inexistem transportes públicos, que possibilitem a deslocação adequada a Vila Real e garantir o seu regresso a Chaves. Assegurar a presença de advogados, partes e testemunhas nas diligências afigura-se difícil para não dizer impossível. Tendo em consideração que nesta versão da reforma da organização judiciária a grande instância criminal, será julgada em Vila Real, podemos já antecipar, que existirão processos que culminarão em denegação de justiça. Imagine-se um processo referente a um homicídio em que o arguido arrola dez testemunhas de defesa e que por razões logísticas ou económicas não se conseguem deslocar atempadamente a Vila Real e que o Tribunal condena o arguido, o mesmo terá de considerar que houve uma denegação de justiça manifesta, uma vez que lhe foi coartado o direito de defesa. Esta situação é claramente inconstitucional.

7 - A região do Alto-Tâmega e Barroso está geograficamente definida e é uma realidade existente, com a qual a população de toda a região se identifica. Pedir a um cidadão de Cabril em Montalegre para se deslocar ao Tribunal de Vila Real, é pedir que esse cidadão percorra 135km por estradas municipais, regionais e nacionais. Acresce ao problema da distância uma rede rudimentar de transportes públicos e inexistência de conexão para aceder a Vila Real em tempo útil. Estes factos são incontornáveis e afastam os cidadãos da justiça. Num território em que o recurso à justiça popular até há poucos anos era um flagelo, iremos incentivar as populações a recorrer novamente a esses meios.

8 - O futuro quadro de juízes do Tribunal Judicial da Comarca de Vila Real contempla 21 juízes, ficando sediados em Vila Real 1 Juiz-presidente, 1 administrador judiciário e 10 juízes. Outra questão de importância significativa e que certamente não foi considerada na proposta de lei é a ausência de condições físicas para albergar o Tribunal de Vila Real (Instância Central). Já agora existem dificuldades em albergar os Juízes no edifício do Palácio da Justiça. Criar condições para que possam ser acolhidos os processos de grande instância cível e criminal em Vila Real, obrigaria à construção de novas instalações, já que as existentes não comportam uma ampliação. O atual palácio da Justiça de Vila Real foi alvo de obras de beneficiação há poucos anos. Construindo novas instalações seria desconsiderar o investimento feito em Vila Real. A construção de um novo Palácio da Justiça seria um investimento milionário, sem justificação razoável. Tendo em consideração a atual situação económica do país, inexistem razões que possam fundamentar um tal investimento. Mas também se iria desconsiderar o investimento recentemente feito no Tribunal de Chaves, para dotar o mesmo de condições. Do ponto de vista das instalações físicas existentes, foram criadas condições para a existência de dois polos claramente separados e autónomos: o de Vila Real a sul do distrito e o de Chaves a norte do distrito.

9 - O modelo de organização judicial acima evidenciado, é no nosso entendimento, lesivo do interesse das populações do Alto Tâmega, vai tornar mais caro o acesso à justiça (vai aumentar de forma significativa as despesas de deslocação, numa região desprovida de transportes públicos), vai aumentar o absentismo e consequentemente provocar uma diminuição de produtividade e não se vislumbra economia financeira no funcionamento dos tribunais (o número de juízes é o mesmo se for repartido por Chaves e Vila Real).

10 - O Tribunal da Comarca de Chaves deve manter as grandes instâncias, tanto cível, como criminal, a fim de garantir o acesso ao direito das populações da região do Alto-Tâmega e Barroso. Não nos podemos esquecer que a justiça é sinónimo do estado de direito, pelo que manter o Tribunal perto das suas populações, não só é um direito Constitucional, como também é um importante vetor de desenvolvimento económico e social. É nosso entendimento que o Tribunal sedeado em Chaves, deveria manter o estatuto de Tribunal de Comarca pela seguinte ordem de razões, a saber:

a) A natural centralidade que o Concelho de Chaves assume no contexto geográfico da área de intervenção da Região do Alto Tâmega;

b) A dimensão territorial do Concelho de Chaves e dos Concelhos Vizinhos e a localização de Chaves face ao território espanhol – Zona Fronteiriça –;

c) O número significativo de pendências registado, atualmente, no Tribunal de Chaves e nas suas diversas áreas de intervenção correlacionadas com os serviços de justiça, regularmente, assegurados;

d) As excelentes instalações que, atualmente, se encontram a dispor do referido Tribunal, sendo certo que o seu edifício de acolhimento foi, recentemente, intervencionado no sentido do efetivo melhoramento das suas condições funcionais, facto que veio a determinar um significativo investimento público;

e) O aumento significativo do custo com deslocações a Vila Real;

f) O aumento significativo do número de faltas ao trabalho.



11 - A manutenção do Tribunal da Comarca de Chaves com todas as suas valências, acrescido de um Juízo especializado de Família e Menores e de um Juízo de Trabalho, será um sinal claro para o futuro da cidade de Chaves e da região do Alto-Tâmega e Barroso. Não podemos esquecer, que Chaves e a região do Alto-Tâmega e Barroso têm sido assolados por decisões de retirar serviços públicos da cidade. Chaves foi o centro económico, comercial, cultural e educacional de toda a região transmontana. É importante manter o polo Judicial de Chaves, que permitirá a toda a região aceder aos Tribunais em condições aceitáveis. Assim, em coerência com as razões até aqui enunciadas, no âmbito da fase de audição de tais iniciativas legislativas, particularmente, no que concerne ao projeto de Decreto-Lei que vem a consagrar o regime de organização e funcionamento dos Tribunais Judicias, julgamos, salvo melhor opinião, que tal diploma, no caso individual e concreto do Tribunal de Chaves, deveria passar a ponderar, em vista à sua redação final, os seguintes aspetos:

a) Manutenção do estatuto de Tribunal de Comarca;

b) Criação, em Chaves, de uma secção com competência especializada na área do trabalho, considerando o número significativo de pendências registadas nesta área e cujos conflitos têm origem na zona territorial do Município de Chaves e demais municípios que integram a Região do Alto Tâmega;

c) Criação, em Chaves, de uma secção com competência especializada na área de família e menores.


Sem colocar em crise os objetivos estratégicos que estão na génese da mencionada reforma do sistema judiciário português, repousando a mesma num melhoramento efetivo do funcionamento do sistema judicial, apostando, sobretudo, no reforço do princípio da especialização, com ganhos de eficácia e de eficiência para o funcionamento da justiça, com projeção positiva na qualidade dos serviços prestados, sobre a matéria, aos cidadãos e às empresas, a Secção de Chaves do PSD não poderia deixar de apresentar os seus contributos, em sede de audição prévia tendo como objeto tais iniciativas legislativas, no sentido de melhor enquadrar e clarificar os serviços de justiça adstritos ao atual Tribunal da Comarca de Chaves.

Na certeza de que os contributos ora apresentados irão ser, devidamente, ponderados por V. Exa., em vista a permitir melhorar, substantivamente, as soluções que venham a ser consagradas no Decreto-Lei a aprovar, em matéria de regime de organização e funcionamento dos Tribunais Judiciais, honrando, assim, os princípios da simplificação do acesso à justiça, da adequada racionalização dos recursos disponíveis e do reforço da autonomia das estruturas de gestão dos Tribunais.

Com os melhores cumprimentos.

Chaves, 30 de Outubro de 2012

O Presidente da Seção de Chaves do PSD,

(António Cândido Monteiro Cabeleira)


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António Cândido Monteiro Cabeleira